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Saúde visual

Excesso de claridade: o que a luz forte causa nos olhos e como se proteger

Por Equipe Riveliny5 min de leitura

Homem com camiseta azul fazendo sombra nos olhos com a mão em um dia de sol forte ao ar livre

Apertar os olhos no sol, sentir dor de cabeça no fim do dia ou ficar ofuscado no trânsito são sinais de que a luz passou do limite. Entenda os malefícios do excesso de claridade e da radiação ultravioleta para os olhos e veja como se proteger no dia a dia.

Claridade demais: o que acontece com os olhos

Os olhos foram feitos para lidar com a luz, mas têm limite. Quando a claridade é muito intensa, a pupila se fecha ao máximo, as pálpebras se contraem e você aperta os olhos quase sem perceber. É o jeito do corpo de reduzir a luz que entra.

O problema aparece quando essa situação se repete por horas, todos os dias. No Nordeste, com sol forte durante boa parte do ano, isso faz parte da rotina de muita gente: no trânsito, na praia, no trabalho ao ar livre ou numa simples caminhada.

Vale separar duas coisas. A luz visível em excesso causa ofuscamento e cansaço. Já a radiação ultravioleta (UV), que não enxergamos, é a que está ligada aos danos mais sérios. As duas costumam chegar juntas nos dias de sol forte.

Ofuscamento: quando a luz atrapalha a visão

Ofuscamento é aquela sensação de ficar "cego" por alguns instantes diante de uma luz forte, como o sol baixo no fim da tarde ou o reflexo no para-brisa de outro carro. A imagem perde contraste, os detalhes somem e o olho demora a se recuperar.

Na prática, o ofuscamento pode:

  • dificultar a leitura de placas e a percepção de buracos e pedestres no trânsito;

  • deixar a visão "lavada", com cores e contornos menos definidos;

  • aumentar o tempo de reação em atividades que pedem atenção.

Superfícies que refletem a luz pioram o quadro. Água, areia clara, asfalto molhado, vidros e paredes brancas devolvem parte da claridade direto para os olhos.

Cansaço visual, dor de cabeça e olhos secos

Passar muito tempo apertando os olhos cansa a musculatura do rosto e da região dos olhos. Ao fim do dia, é comum sentir peso nas pálpebras, ardência e dor de cabeça, principalmente na testa e nas têmporas.

O sol e o vento também aumentam a evaporação da lágrima. Por isso, depois de horas ao ar livre, muita gente sente os olhos secos, vermelhos ou com sensação de areia. São desconfortos que costumam passar com descanso, mas que mostram que os olhos ficaram expostos além da conta.

Mulher na praia apertando os olhos e protegendo o rosto com a mão por causa da claridade refletida na areia e no mar

Os riscos da exposição ao ultravioleta

A radiação UV é invisível e está presente mesmo em dias nublados. Ela tem efeitos de curto e de longo prazo nos olhos:

  • Fotoqueratite: uma inflamação da córnea, que funciona como uma "queimadura de sol" no olho. Pode surgir após longa exposição em praia, neve ou água, e costuma causar dor, lacrimejamento e sensibilidade à luz horas depois.

  • Exposição acumulada: ao longo dos anos, o excesso de UV está associado a alterações como o pterígio (uma "carne" que cresce sobre a parte branca do olho) e a catarata.

  • Olhar direto para o sol: mesmo por pouco tempo, como em um eclipse, pode lesionar a retina de forma permanente. Nunca olhe diretamente para o sol, nem de óculos escuros comuns.

Apertar os olhos no sol não é frescura: é o seu corpo avisando que a luz passou do limite.

Óculos escuros sem proteção podem piorar

Lente escura não é sinônimo de proteção. Quando a lente só escurece a imagem, a pupila se dilata para compensar a falta de luz. Se essa lente não filtra o UV, mais radiação entra no olho do que entraria sem óculos.

Por isso, o que importa é a proteção UV comprovada, e não o tom da lente. Na compra, procure a indicação de proteção UV 400 e prefira óticas que possam informar a origem e o tratamento das lentes.

Como se proteger da claridade no dia a dia

Algumas atitudes simples ajudam a reduzir o excesso de luz:

  • Óculos de sol com proteção UV 400, de preferência com armação que cubra bem a região dos olhos.

  • Lentes polarizadas, que reduzem o reflexo da água, do asfalto e de vidros, para quem dirige, pesca ou passa muito tempo na praia.

  • Óculos de sol com grau ou lentes que escurecem ao sol (fotossensíveis), para quem usa óculos e não quer escolher entre enxergar bem e se proteger.

  • Chapéu ou boné de aba, que bloqueia parte da luz que vem de cima.

  • Atenção aos horários de sol mais forte, em geral do fim da manhã ao meio da tarde.

  • Proteção para as crianças também, já que elas passam muito tempo ao ar livre.

Se a sensibilidade à luz for frequente, mesmo em ambientes comuns, procure um oftalmologista. Ela pode ser sinal de condições que precisam de avaliação. Dor forte, perda súbita de visão ou flashes de luz pedem atendimento imediato.

Resumo

  • O excesso de claridade causa ofuscamento, cansaço visual, dor de cabeça e olhos secos.

  • A radiação UV, mesmo invisível, está ligada à fotoqueratite e, a longo prazo, ao pterígio e à catarata.

  • Óculos escuros sem filtro UV podem deixar entrar mais radiação; o que protege é o filtro, não a cor da lente.

  • Óculos de sol com proteção UV 400, lentes polarizadas e chapéu de aba ajudam no dia a dia.

  • Sensibilidade à luz frequente ou dor nos olhos são motivo para procurar um oftalmologista.

Tags: Claridade Ofuscamento Proteção UV Óculos de sol Fadiga visual

Equipe Riveliny

Especialistas em saúde visual desde 1983.

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